Atletas terão direito a voto na Assembleia Geral da CBBOL

Após as mudanças na Lei Pelé, com o objetivo de valorizar e proteger os esportistas, a Confederação Brasileira de Boliche (CBBOL) ajustou, no mês abril, o estatuto da entidade. Uma das mudanças está na inclusão dos atletas nas assembleias gerais, para as quais passam a ser eleitos com direito a voz e voto.

Guy Igliori, presidente da CBBOL, explica que a participação garante reconhecimento e promove o fortalecimento da modalidade:  “A comissão de atletas, além de assegurar a representatividade das categorias masculina e feminina e a quantidade mínima de 1/3  dos votos totais das assembleias deliberativas e eletivas, garante a representação no Conselho Técnico do Boliche (CTB), órgão técnico consultivo, responsável pela elaboração de regulamentos de competições, definição de critérios de apoio aos atletas, orientação acerca das definições dos níveis técnicos, entre outras atividades relevantes para o esporte”.

As eleições foram marcadas para o Campeonato Brasileiro de Seleções, realizado de 14 a 17 de novembro, em São Paulo. Por meio do site da CBBOL, os atletas puderam escolher, no dia 16, de forma secreta, o nome de um de seus representantes, que, nos próximos 4 anos, participarão das assembleias gerais e eletivas.

Os candidatos precisavam atender a algumas condições, entre elas a de ter participado em pelo menos uma das seguintes competições: três últimas edições dos Jogos Pan-Americanos; três últimas edições dos Jogos Desportivos Sul-Americanos (ODESUR); quatro últimas edições dos campeonatos mundiais promovido pela World Bowling; quatro últimas edições dos campeonatos Pan-Americanos promovidos pela PABCON; quatro últimas edições dos campeonatos Sul-Americanos promovidos pela CSB; ou duas últimas edições do Campeonato Brasileiro Individual da primeira divisão.

Foram eleitos nove atletas - os mais votados, respeitando a representatividade de gênero estabelecida no estatuto: Marcos Nemerski, Heloisa Queiroz, Lucia Vieira, Marco Túlio, Celso Azevedo, Dayse Silva, Nilson Wada, Pollyanna Arantes e Stephanie Martins (foto). Ela acredita que representar os atletas será um desafio grande: " a maior importância acredito que seja a de podermos ser ouvidos, com a experiência que temos, com o que vemos e aprendemos jogando internacionalmente, por exemplo".

Lucia Vieira destaca que a mudança no estatuto da CBBOL - que garantiu uma eleição entre os próprios atletas para as assembleias da entidade - permite maior representatividade feminina no esporte: "Pretendo transmitir ao colegiado ideias e opiniões baseadas na minha longa experiência no esporte, individual e coletivamente, em eventos nacionais e internacionais. Num momento em que se destaca a representatividade feminina na sociedade, é com muito orgulho que pretendo expressar nossa visão nas mais importantes decisões da confederação. Obrigado aos que me elegeram, espero que o grupo eleito represente a coletividade com a máxima competência. Bom boliche à todos!".