Portal R7: Com o boliche no DNA, Bruno Costa busca o ouro no 1ª Pan da carreira

Filho dos multicampeões da modalidade Walter e Jacqueline Costa chega a Lima 2019 para subir ao pódio no individual e nas duplas.

Filho do único brasileiro a disputar uma edição das Olimpíadas jogando boliche, Walter Costa, e da multicampeã brasileira da modalidade Jacqueline, Bruno Costa esteia nesta quinta-feira (25) nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019. Em conversa com o R7, ele negou que exista uma pressão extra na bagagem devido ao DNA promissor.

Bruno, que não será acompanhado pelos pais atletas na competição, disse sentir que eles estão sempre presentes. “Eles não vêm para cá, mas a gente conversa todos os dias”, afirmou ele, que participará do Pan nas competições de duplas e no individual.

“Meus pais ajudam na parte mental, de energia e foco, que sempre foi o forte da minha família. Eles sempre foram bastante dedicados e concentrados”, disse Bruno. “A parte material e de estratégia de jogo é só para quem está por aqui mesmo”, completou.

Seguindo os passos dos pais, Bruno foi vice-campeão Sul-Americano em 2017 e conquistou a medalha de prata no campeonato Inter-Americano da Pabcom (Confederação Pan-americana de Boliche). Aparece também tem no currículo do atleta uma partida perfeita, de 300 pontos, na Taça São Paulo de 2004.

A primeira aparição de Bruno no Pan está marcada para acontecer já nesta quinta-feira (25), na competição de duplas. Ele é parceiro do atual campeão Pan-Americano individual, Marcelo Suartz. “Minha confiança está ótima. Tem tudo para a gente apresentar um bom show por aqui e buscar uma medalha de ouro”, avaliou Bruno.

Para o técnico da equipe nacional, Márcio Vieira, a disputa de duplas no masculino é “como estar na final dos 100 metros rasos do atletismo. “Pode ser o seu dia e a sua hora. Você vai estar na raia oito e ganhar do Carl Lewis, porque é uma disputa muito parelha”, explicou.

"O masculino tem mais chances de conquistar o ouro, mas também pode ficar mais abaixo. O feminino tem menos chance de ouro e mais chance de subir ao pódio”, analisou Vieira.

Marcelo, que classifica o Pan como a Olimpíada dos jogadores de boliche, afirmou que o nível das disputas deste ano será altíssimo. “Competiremos contra os atuais campeões mundial, da Liga Profissional e Interamericano”, disse ele às vésperas de começar a defesa do título individual conquistado em Toronto 2015.

Disputa contra o parceiro

Na competição individual, disputadas a partir do próximo domingo (28), Bruno e Marcelo passam a competir sozinhos. Amigos e parceiros de treino, ambos negam que exista uma rivalidade entre eles nesta fase do Pan.

“É uma disputa sempre sadia, porque a gente quer trazer essa medalha para o Time Brasil. A medalha não é para mim ou para o Marcelo”, afirmou Bruno, que recordou já ter levado a melhor contra o parceiro: “Já ganhei dele e também já perdi várias vezes em competições.”

O atual campeão Pan-Americano segue a mesma linha de discurso e garantiu que o principal é defender a bandeira brasileira em Lima. “O que é o melhor para o Brasil é o melhor para mim”, disse.

Marcelo destacou ainda torcer muito pelo amigo e parceiro. “Prefiro focar no que eu posso fazer de melhor. Vou dar o meu máximo e o Bruno vai fazer o mesmo. Espero que a gente consiga fazer uma participação brilhante”, afirmou.

(Portal R7, 25/07/2019)